segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Projeto "Quinta sem lei"


Tomei conhecimento que alguns secretários da administração Leônidas Cristino estão empenhados em por em prática um projeto que visa revitalizar a noite do centro de Sobral, trazendo de volta a “Quinta sem lei”.

A idéia, que também conta com a colaboração de empresários locais, visa desenvolver estudos e projetos para a revitalização dos estabelecimentos de entretenimento e gastronomia, alavancando o desenvolvimento econômico do Centro de Sobral, melhorando o turismo noturno e, claro, trazendo atrações musicais de alta qualidade para aqueles que admiram o bom som de barzinho.

Até agora, o projeto de revitalização do espaço mais tradicional da boemia sobralense não passa de uma idéia, mas já fiquei feliz em imaginar o retorno da “quinta sem lei”.


É importante ressaltar que a proposta em questão é de realizar um estudo que pode ser ou não colocado em prática, mas que com certeza abrirá discussões nos meios acadêmico, comercial e turístico.

Internet não é um privilégio. É um direito!

Não só os sobralenses, mas os brasileiros em geral, já têm consciência de que os governos devem lhes prestar serviços de saúde e educação, entre outros, porque são direitos seus conquistados ao longo dos anos. No entanto, ainda encaramos o acesso à internet como um privilégio, como um bem material (como um carro de luxo) que só os agraciados com um bom poder aquisitivo podem adquirir. Esta mentalidade precisa mudar.

Hoje é impossível pensar o Brasil e o mundo sem imaginar a internet como instrumento de interligação das pessoas e das idéias. Ela é imperativa. Portanto, passa a ser um bem a que todos nós temos direito. E quem vai disponibilizar para a sociedade este bem? O Estado ou a iniciativa privada?

Em 1997, ainda no primeiro mandato de Cid Gomes, a Prefeitura de Sobral foi pioneira no Brasil, ao oferecer o primeiro Provedor Municipal de Internet gratuito. A idéia era aproveitar os equipamentos que já usava para interligar os órgãos públicos municipais e estender o acesso para a população, permitindo o uso da internet a todos os sobralenses (sede e distritos) através dos programas "Sobral Internet Grátis" e "Sobral Via Wireless". Porém, Cid não teve tempo suficiente para implantar completamente os projetos e apenas em alguns pontos da cidade a população teve o benefício da internet sem fio.

O prefeito Leônidas, quando sucedeu Cid Gomes, perdeu uma excelente oportunidade de andar na vanguarda da história. Apesar de ter dado andamento aos projetos de inclusão digital iniciados por Cid, o serviço de internet sem fio, ainda oferecido pelo único provedor grátis de Sobral, perdeu qualidade e a velocidade de transmissão de dados tornou-se tão lenta que a utilização do serviço passou a ser impraticável para os poucos que conseguem acessá-lo.

O Presidente Lula, acompanhando o raciocínio de Cid Gomes, resolveu eleger a internet popular como prioridade a ser implantada até o fim de seu mandato e vai criar um Plano Nacional de Banda Larga, assentado em uma rede pública, gerida por empresas públicas.

O projeto de implantação de banda larga está orçado em R$ 1,1 bilhão e deverá levar internet aos brasileiros ao preço de R$ 9,90 mensais.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

CIRO JÁ LIDERA CORRIDA AO GOVERNO DE SÃO PAULO CONTRA CANDIDATO DE SERRA

O inacreditável pode acontecer com o deputado federal Ciro Gomes. O PSB realizou uma pesquisa para acompanhar o desempenho de Ciro na disputa pelo Governo de São Paulo. E para surpresa dos socialistas, Ciro já lidera a disputa ao Governo paulista quando seu adversário é o candidato preferido do governador José Serra, o secretário Aloísio Nunes Freire.

A pesquisa também apurou que Ciro leva uma surra de votos quando o candidato do PSDB é o ex-governador Geraldo Alckmin. O problema é que nem Serra nem os tucanos paulistas nem o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, querem apoiar Alckmin. Insistem no lançamento da candidatura de Aloísio Nunes Freire.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Reunido em Sobral, PT prega cautela sobre candidatura

O município de Sobral, reduto político do governador Cid Gomes (PSB), sediou, no último sábado, um encontro da militância do PT no Ceará, em momento particular de reflexão e indefinição da sigla. No centro das discussões, a possibilidade de o PT ter candidatura própria ao Governo do Estado, conforme já pregavam algumas correntes da legenda.

As divergências em torno do tema vieram à tona, principalmente, durante a fala da prefeita Luizianne Lins, pivô da reviravolta que o partido deu nas últimas semanas. Embora tenha dito em entrevista que já cogita a possibilidade de enfrentar Cid nas eleições do ano que vem, Luizianne teria sido mais cautelosa durante o encontro de sábado, tentando adiar a discussão sobre o tema para o próximo ano.

Conforme relatou o deputado federal José Airton Cirilo, a prefeita alegou que não adianta tocar no assunto neste momento, mas apenas quando o cenário político nacional estiver definido. O lançamento da candidatura de Ciro Gomes (PSB) à Presidência da República será definidor, já que, se confirmada, forçará o governador a deixar o palanque do PT protagonizado pela ministra Dilma Rousseff (PT).

O discurso de Luizianne gerou outras interpretações. De acordo com um dos petistas que defendem a tese da candidatura própria, Eudes Baima, a prefeita teria dado a entender que, caso Cid topasse manter-se no palanque de Dilma, o PT poderia abrir mão de enfrentá-lo.

Entretanto, os deputado José Airton e José Guimarães (PT) - este último não foi ao encontro, mas tratou de inteira-se do ocorrido - a interpretação do petista teria sido equivocada. Baima ponderou que, apesar das indefinições, ele considera positiva a discussão que, até pouco tempo atrás, era sequer levantada.

Denúncias atribuem danos ambientais a parques eólicos no Ceará

As paisagens litorâneas do Ceará têm ganhado novos componentes nos últimos tempos: altas torres brancas com enormes hélices, que captam a força dos ventos para geração de energia. Considerada uma das formas mais limpas de se produzir energia elétrica em vigor no mundo, a energia eólica, porém, tem sido questionada no Estado, onde ações do Ministério Público Federal têm denunciado diversos problemas socioambientais causados na instalação dos parques eólicos.

Entre os problemas estão a devastação de dunas, o aterramento de lagoas, interferências em aquíferos, a destruição de casas e conflitos com comunidades de pescadores."Apresentam o projeto como se fosse ser feito numa praia deserta, mas não, há pessoas que vivem nesses lugares a vida toda e que agora sofrem uma interferência violentíssima", disse o promotor Paulo Henrique de Freitas Trece, de Camocim (cidade localizada a 370 km de Fortaleza). "Fora isso, estamos perdendo todas as nossas dunas. É uma situação dramática."

O Ceará hoje concentra o maior parque eólico do país, com 267,90 MW (megawatts) de energia sendo geradas pelo vento em 11 usinas já instaladas. Até o final do ano, há uma perspectiva de que sejam alcançados 518,33 MW de potência, com a inauguração de outros três grandes parques.

O último parque inaugurado é o maior do Nordeste, justamente o de Camocim (onde Trece atua), na praia Formosa. Só essa usina tem capacidade para gerar 104,1 MW de energia.

Segundo um estudo da Secretaria de Infraestrutura do Estado, com toda a capacidade instalada, o Ceará evitaria o equivalente à emissão de 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono (o maior vilão do aquecimento global) por ano, quantidade que acabaria sendo lançada ao ar se toda essa energia fosse produzida de outras formas, como pelas termelétricas.

Com o primeiro leilão de energia eólica a ser realizado pelo governo, marcado para o dia 25 de novembro, a expansão do setor deverá ser ainda mais acelerada. Em todo o país, 441 projetos se inscreveram para participar da seleção comandada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), com propostas para gerar ao todo 13.341 MW de energia. Desse total, 72% são do Nordeste. O Ceará é o segundo com maior número de projetos inscritos, 118 (com proposta de captar 2.743 MW a mais de energia) - perde apenas para o Rio Grande do Norte, que tem 134 projetos (4.745 MW).